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Tudo sobre a minha irmã

17/06/2017

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Em uma tarde de uma semana fria, perguntei à minha irmã:

– Você leu meu último texto?

– Li.

– Gostou?

– Sim, mas ia gostar mais se eu estivesse na história.

E foi isso, uma leve cutucada e sutil cobrança, que me levou a escrever esse texto.

Pode ser que você, leitor, se identifique em vários pontos, principalmente se tiver uma irmã ou irmão mais nova (o).

Quantas pessoas fazem você se sentir importante, sincera e confortável? E, melhor, quantas trazem, em você, a sensação de que há sim sentimentos puros e verdadeiros, que ultrapassam o tempo?

São poucos, não é mesmo?

No meu caso, eu contaria nos dedos de uma mão. E, uma delas, sem dúvidas nenhuma, é a minha irmã caçula.

Minha irmãzinha, quando pequena, era manhosa e chorona. Fazia de tudo para nunca levar a culpa, ou melhor, para jogá-la em mim.

Foi quem mais dividiu brincadeiras comigo na infância. As tardes, eram um mix de brincar de Barbie e assistir filmes da sessão da tarde.

E como nos divertíamos. Brigávamos, claro, mas, como qualquer briguinha boba de irmãos, em poucos minutos já voltávamos a nos falar como se nada tivesse acontecido.

Acredito que ela me via como a pessoa que podia defendê-la na escola e, por causa disso, não saía do meu pé. No intervalo, sempre vinha até mim e meus amigos com aqueles olhos grandes e esverdeados e um sorriso tímido. Não era preciso ouvir uma palavra pronunciada por ela. Bastava olhá-la para saber que ela queria ficar ali, comigo.

Aliás, seus olhos diziam muito. Quando não estava bem. Quando queria chorar. E até alertavam quando estava doente. Aliás, até hoje, basta olhá-la que sei quando algo não vai bem. E é ela por quem eu viro uma fera. Que eu morro de ciúmes e por quem eu não meço esforços para ver feliz.

Sempre compartilhamos tudo. Os segredos, as vontades, os sonhos e as decepções.

Até um determinado tempo, compartilhávamos, também, o mesmo quarto. E, mal sabia eu que, quando ganhássemos um quarto para cada uma, sentiria tanta falta da bagunça dela.

Mas, isso não impediu que fizéssemos o que a maioria dos irmãos faz: quando um está com medo ou se sente sozinho, corre para o quarto do outro. E, vou te falar: é reconfortante.

Minha irmã, meiga quando pequenininha, na adolescência, foi construindo sua própria personalidade, a qual ilustra uma mistura de força e bravura.

Ela é uma das pessoas mais bravas que conheço. Não à toa, quer seguir uma das carreiras que mais exige uma postura como essa. É também uma das mais sinceras e diretas com quem convivo. Daquela que fala o que pensa, doa a quem doer. E olha que, na maioria das vezes, dói, viu?

Hoje, já uma mulher linda e destemida, é completamente decidida e firme. Quando estou com ela, me sinto segura para abrir meu coração e contar tudo que não tenho coragem de contar a outrem.

Admiro seu empenho e determinação, o que a fazem conquistar tudo o que quer por esforço próprio. Minha irmã não é do tipo que demonstra afeto e carinho. Apesar de ser uma pessoa mais fechada, não é preciso trocarmos um único abraço para saber dos seus sentimentos. Basta tê-la ali, do meu lado.

Toda vez que conversamos sobre o futuro, apesar de ainda morarmos no mesmo teto, é engraçado e até um pouco assustador. E também lembrar que um dia não vamos mais poder correr para o quarto da outra quando sentirmos vontade, já que, como tudo na vida, uma hora cada uma seguirá seu rumo e constituirá sua família.

Irmãos são pessoas importantes para nós. Agradecer a Deus todo dia por tê-los em nossa vida é pouco. São eles quem conhecem nossos pais tão bem quanto nós. São eles, também, que nos conhecem até melhor que nós mesmos.

Irmão é uma parte de você. Por vezes, totalmente diferente, mas, que te completa, te entende, te ouve, te olha com confiança e camaradagem e, o mais incrível, te ama de um jeito único, como ninguém.

Por isso, contar tudo sobre você, minha irmã, é difícil. Mas é fácil você saber o quanto eu te amo. Obrigada, por tudo, tudo e tudo….

14 coisas que um (a) escorpiano (a) gostaria que você soubesse

03/05/2017

Você que teme, ama ou odeia e, principalmente, interpreta mal o que é ser uma pessoa de escorpião, preste atenção, esse texto foi feito para você. Você acha que conhece, ou gostaria tentar entender, um nativo deste signo? Então leia com calma o que um (a) escorpiano (a) desejaria que você soubesse sobre ele (a).

1. Vingativos? Para começar, é bom deixar claro que algumas coisas e famas que colocaram em cima de nós, pobre coitados escorpianos, são muito das erradas. Primeiro, de onde surgiu o boato de que somos vingativos? Eu, realmente, não acho.  Não é porque a pessoa errou conosco uma vez e  podemos desculpar, fingir que tudo bem e que já passou, mas, basta a primeira oportunidade, e lá estamos nós jogando na cara, no corpo, e em tudo que for permitido, o passado frio, direto e reto para que a pessoa tenha um remorso e uma vergonha inenarráveis ao lembrar do vacilo que ela deu, que isso significa vingança.images

2. E essa fama de que somos desconfiados? Que coisa, só porque sempre achamos que o assunto na roda da mesa ao lado é a nossa resposta torta e seca dada ao amigo inconveniente, quando na verdade, estão é falando de como a comida é boa.

3. Sem muitas delongas. E falando em direto e reto, ok, a gente confessa que, ôoo signozinho que não tem papas nas línguas. Fala o que vem à mente, chegando a ter fama de grosseiro na maioria das vezes. Mas, coitados de nós, quantas vezes nossa boca solta, por impulso, algumas coisas que logo nos fazem nos arrepender?

4. Impulsivos? O que é isso? Só porque a gente não sabe brincar de má
gico equilibrista? Se for chorar, vai chorar rios. Se for rir, vai rir até doer a barriga. Se for amar, não vai amar pela metade. Imaginaaaa!

5. Amor puro e uma dose de intensidade. E olha, nem entro no ponto ‘amor’, porque renderia um texto só sobre isso, já que, apesar de completamente reservados e cautelosos ao se entregar, quando nos entregamos, pronto, já estamos amando e doando os órgãos pela pessoa amada. Sim, escorpião não sabe fazer nada pela metade, é verdade! Tudo tem que ter uma dose de intensidade ao cubo, se não nem tem graça. Mas, não ache que isso é uma coisa ruim, por favor.

6. Mistério? Opa, claro que a gente a-do-ra! Essa é uma das coisas que mais atrai uma pessoa nativa desse signo. Adoramos mergulhar em tudo que não nos é dado às claras. Gostamos de desafios, de coisas a investigar e tudo aquilo que nos intriga. O que é fácil, meu caro, a gente nunca quer.

7. Os olhos falam. Agora queremos saber: por que é que vocês nã
o conseguem nos encarar quando penetramos nosso olhar profundo nos inocentes olhinhos de vocês? Sim, adoramos fazer isso. E pode ter certeza, também, é através dos olhos que conseguimos mergulhar na alma e no lado mais obscuro de uma pessoa. Os olhos falam, não sabiam? E nós, como ninguém, conseguimos ler e traduzir o que eles sempre nos dizem.

8. Frio e calculista? Doce engano! O escorpiano é muito mal interpretado. Na verdade, por ser muito sensitivo e completamente desconfiado, ele nunca se entrega e se mostra facilmente. O que ele gosta é só observar até que se sinta completamente confortável para demonstrar seus sentimentos. E, olha, não é fácil fazer com que ele demonstre isso, mas, o dia que ouvi-lo dizer ‘eu te amo’, acredite, é de verdade, pois nada, absolutamente nada que um escorpiano faz ou diz é falso.

9. Temos sim sentimentos. Parem também de falar que somos conquistadores! Isso é mentira, e das feias. Completamente leal e fiel, saiba que, quando o escorpiano  sente os sentimentos mais puros por alguém, ele é capaz de ir até o inferno ao seu lado, sem pensar nas consequências. Ele é daqueles que cumpre a promessa ‘na alegria e na tristeza’.

10. Apaixonado e romântico? Sim, o escorpiano adora demonstrar à pessoa amada que ela é importante e que ele ama ter sua companhia. Para isso, não mede esforços e usa de sua ilimitada criatividade de surpreender mágica e romanticamente seu parceiro.

11. Extremista? Sim, para o escorpiano não existe meio termo. Ou a gente gosta, ou não. Ou a gente quer, ou não. Talvez por ser tão decisivo e determinado, ele não esconde e não disfarça quando algo não o agrada.

12. Intuitivos. Agora um conselho. Jamais, mas jamais mesmo tente mentir ou enganar uma pessoa nativa em escorpião. Não há, como eles, alguém que tenha a intuição tão
aflorada. Antes que você pensou em inventar uma mentirinha, ele já está lá farejando algo errado. E olha, eles nunca se enganam.

13. Personalidade forte? Sim, é verdade. E, talvez por serem tão complexos, profundos, intensos e diretos, que os escorpianos são tão temidos e levam a fama de difíceis de lidar. Mas, se você tiver a sorte de ter uma pessoa de escorpião em sua vida e que gosta de você de verdade, agradeça, porque é uma lealdade sem explicação.

14. Sensíveis, sim! O escorpiano é completamente sensível, mesmo tentando, na maioria das vezes, não demonstrar isso. Se emociona fácil e de maneira bem intensa. Basta conhecê-lo um pouco melhor para perceber.

Depois de tudo isso, responda: realmente conhece ou sabe o que é ser um (a) um escorpiano (a)?

Às vezes, você só precisa se jogar!

24/03/2017

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Em quantos momentos de nossas vidas deixamos passar oportunidades por medo de arriscar?

Quantas viagens prorrogamos? Quantos ‘não’ já demos porque o ‘sim’ parecia difícil demais?

E quantos bocas que não beijamos? Quanto sonhos que não sonhamos? Quantos olhares que desviamos? Quantos sapos engolimos por reprimir nossa vontade de se posicionar?

Esse sentimento de dúvida de ‘agora é o momento?’, ‘será que devo?’, ‘e se?’ ronda a vida de todo mundo, mesmo a dos mais desencanados e desinibidos.

Mas, a diferença entre eles é que o medo não consegue sufocá-los. A dúvida pode sim vir, mesmo que passageira, e confundir algumas coisas, mas, a aflição de se decidir e se jogar para a aventura da vida não faz parte de quem sabe que é se jogando que escrevemos nossas melhoras histórias.

Preste mais atenção nos sinais que o cara lá de cima te dá! Por vezes, não são apenas só simples sinaizinhos sutis e sim empurrões, que só esperam de você uma coisa: que você se jogue sem medo, sem expectativas, curta cada momento e viva intensamente cada capítulo novo da sua biografia.

La La Land: a vida é sim de quem sonha!

22/01/2017

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Há poucas horas meus olhos brilharam, derrubaram lágrimas e também sorrisos do começo ao fim do filme ‘La La Land – Cantando Estações‘ (Damien Chazelle). Adianto que não sou crítica de cinema, e nem me atrevo a tentar ser. O que faço, sempre que assisto a um filme que me toca, é compartilhar minha percepção sobre ele, sempre fazendo a ligação com nossa vida real. E, é isso que tentarei, brevemente, fazer aqui.

Sem me aprofundar no roteiro, até porque é muito mais legal se você assistir sem muita
informação sobre o filme, La La Land centraliza-se no casal Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling). Ela, uma atriz cansada de receber tantos ‘não’ nos testes que realiza e que ganha a vida como barista; e ele, um músico que almeja ter seu próprio bar de jazz, mas que sobrevive tocando jingles em um restaurante noturno. Ambos têm em comum o lado sonhador de ser, tendo, um apoiado no outro, o empurrãozinho necessário para continuar perseguindo naquilo que acredita. Talvez por isso, seus destinos foram cruzados pela presença do outro.

E esse encontro acontece, regado de muita música encantadora, na cidade conhecida por destruir sonhos, despedaçar corações e acabar com esperanças: Los Angeles, trazendo, em meio a magia do filme, um pouco de amargura, quando os dois são forçados a escolher, cada um, um caminho a seguir, mostrando que, na vida, algumas escolhas transformam, definitivamente, nossa história e, nem sempre, aquilo que temos no momento seguirá conosco quando decidimos iniciar uma nova jornada.

O musical deixa justamente essa mensagem: que a vida é feita de divisões de águas e que é feita sim para os mortais sonhadores. Aqueles que são criticados e considerados loucos por ainda acreditarem que é possível viver daquilo que se ama. Lembrando a todos que, mesmo com as pedras pelo caminho e tantas portas fechadas, com paciência, persistência, acreditar em você e se seu sonho for realmente o que quer, a vida se encarrega para que ele se torne realidade.

O filme é romance, é realidade, é magia, é melancolia e é, com certeza, uma das obras mais lindas que já vi. Talvez porque esteja traduzindo bem a fase da minha vida, ou talvez porque realmente seja tudo isso mesmo. (acredito que as duas opções estejam certas).

Deixo aqui minha indicação, reforçando que me apaixonei pelo filme e pela trilha sonora.

18 mudanças significativas para um ano realmente novo

05/01/2017

9f99d95da5c9aefc272f2b255b8546e4Todo dia 31 de dezembro temos aquela simbologia de transição de fechamento de um ciclo para o início de outro, quando iniciamos um novo ano. É nesta época que esperamos por outras oportunidades, fazendo planos e desejos para uma vida diferente, crentes que essa virada vai mudar tudo. Mas, o que as pessoas esquecem é que o que faz com que um período seja diferente do anterior não é a passagem do último dia do mês 12 para o primeiro dia de janeiro, mas sim as atitudes e mudanças, que começam internamente por cada um.

Por isso, separei algumas mudanças significativas para um ano realmente novo para mim, e que considero ser úteis para muita gente.

1- O primeiro, e talvez um dos mais importantes: pare de se preocupar com o tempo ou achar que as coisas têm hora e dia certos para acontecerem. Apenas viva cada segundo e o resto simplesmente correrá naturalmente!

2- Antes de esperar algo dos outros, faça a sua parte.

3- Deixe o passado em seu devido lugar: no passado.

4- Faça planos, mas não se prenda muito a eles. Lembre-se que a vida acontece enquanto você está pensando como fazer para que tudo que planejou saia conforme imaginou.

5- Permita-se a ver, a sentir, a sorrir, a viver, a se surpreender e a ser mais feliz.

6- Não se critique tanto nem se arrependa demais. Não se esqueça de que as coisas acontecem justamente como deveriam acontecer.

7- Colecione momentos, viagens, trocas de olhares, suspiros e tudo aquilo que lhe faz bem.

8- Invista em você, através de um tempo para refletir, para estudar e para se cuidar.

9- Não grite ao mundo sua felicidade. Saiba valorizar a discrição e o valor do silêncio. Jamais se esqueça de que, quanto menos as pessoas souberem da sua vida e dos seus planos, melhor e menores são as chances das coisas darem errado.

10- Tenha sempre sonhos e corra atrás para realizá-los. E, quando um sonho se concretizar, sonhe outros novos.51d279fcf12b67420f188d9b18d07ed7

11- Não se estresse. Saiba que, definitivamente, algumas coisas e pessoas não merecem que você prejudique sua saúde por elas.

12- Aprenda com os seus erros e também com os erros dos outros. Sempre podemos tirar uma lição com tudo que acontece à nossa volta.

13- Entenda que cada um é do jeito que é, com suas qualidades e defeitos e, por mais que as personalidades e gênios não se entendam, é preciso, sempre, respeitar cada pessoa pela sua particularidade.

14- Saiba agradecer a tudo, principalmente aos pequenos, simples e importantes acontecimentos.

15- Carpe Diem! Aprecie e aproveite o momento.

16- Se algo está dando errado, foque na solução. Faça diferente tudo aquilo que pode, agora, dar certo.

17- Não crie expectativas. A vida é muito melhor quando somos surpreendidos e nos deixamos surpreender.

18- E, por último, previna-se: de doenças, de pessoas e situações que sugam sua energia e, claro, de ciladas.

Desejo um ano, realmente novo, para todos. Que em 2017 possamos ser a mudança que tanto esperamos e exigimos a cada ano que se inicia.

2016: o ano que esfregou na nossa cara a brevidade da vida

30/12/2016

tumblr_nny310mr2z1upqmepo1_12802016. Que ano pesado, não? Quando mal nos recuperamos de um baque, lá veio ele com outro tropeção, nos deixando, muitas vezes, sem fôlego e ainda mais abalados. Foi preciso estômago, fé e força para seguir os dias de 2016. Não somente os baques pessoais, o mundo inteiro foi tomado por notícias tristes, escandalosas e também dolorosas: de brexit a guerras. De crise a escândalos políticos. De inícios a reviravoltas. De idas a vindas. De máscaras caindo a revelações. Mas, com certeza, o que mais marcou 2016 foram as inúmeras perdas, muitas delas inesperadas, nos levando a refletir em como a vida é breve demais.

Aquela ideia de que o amanhã é o hoje nunca fez tanto sentido como neste ano. Planos?Futuro? Planejamento? Projetos? Sim, sempre serão importantes e válidos, mas, na verdade, é preciso pensar, e principalmente viver, o agora.

2016 jogou uma, duas, três, 10, 50 vezes na nossa cara que a vida é breve e, não satisfeito, nos deu vários beliscões como alerta, querendo que entendêssemos sua missão como ano marcante na Terra: ‘Acordem, estou aqui para lembrar a todos a valorizar a família, a aproveitar os simples e bons momentos e a não deixar bobeiras atrapalharem essa que é a melhor dádiva que temos: a da vida’.

Nunca refletimos tanto sobre a brevidade de nossa passagem e missão na Terra. Tudo que aconteceu nos fez colocar em prática aquele clichê que já estávamos cansados de saber, mas deixávamos um pouco de escanteio: o amanhã não existe.

Não pense demais. Não planeje tanto. Não sofra por antecipação. Não brigue. Não insista naquilo que não te faz bem. Vá atrás dos seus sonhos, mas vá agora. Não adie sua felicidade. Não deixe de dizer, todos os dias, ‘eu te amo’ às pessoas importantes para você. Pare de deixar a saúde em segundo plano. Faça check-ups rotineiros. Previna-se: de doenças, de pessoas e situações que sugam sua energia e, claro, de ciladas. Não perca tempo com coisas que não vão arrancar sorrisos e suspiros. Valorize cada segundo e saiba aproveitar seu tempo aqui. Viva hoje, pois o amanhã é agora.

Ps: Espero que 2017 seja muito leve e repleto de bons acontecimentos para mim, você e todo mundo.

Coisas que aprendemos com nossos 20 e tantos anos…

30/10/2016

Há poucos dias de completar minha última casa na casa dos 20, andei refletindo tudo que vivi até agora. Há quem diga que é nessa fase que temos a ‘síndrome dos 20 e poucos’. Não que eu ache isso de todo real, mas vejo um pouco de sentido, já que, perguntas como: ‘eu fiz tudo o que podia fazer?’, ‘eu conquistei tudo que queria?’, ‘estou realizada pessoal e profissionalmente?’, ‘o que eu poderia ter feito de diferente?’, ‘estou melhor hoje?’ e, a pergunta que não sai da cabeça, ‘o que vou fazer daqui para frente?’

maxresdefaultFazendo e refazendo estas perguntas, eu conclui que, não que eu me arrependa de algo, mas posso afirmar que sou muito mais feliz e segura de si hoje, considerando-me uma mulher madura, que sabe o que quer e luta por isso. Que não vê problema em se entregar sem esperar nada em troca, se assim eu quiser, mas que já não tem paciência para lidar com joguinhos ou com quem não está com as mesmas vontades que eu.

 Com quase 29, sem dúvidas, a gente já aprendeu e mudou muito (ou deveria), seja pelo bem ou pelo mal. Nessa idade já devemos saber dizer não sem culpa. E já não fazer questão com amizades por conveniência, pois nessa fase a vida mostra quem realmente é de verdade para você, sem falsidades como vemos nesse mundo que quer te engolir a cada segundo.

Já sabemos que podemos sim superar nossas próprias fronteiras, pois temos um leque muito maior de possibilidades e, ficar preso a algo que não nos satisfaz, é perder muitas outras janelas e portas que podem levar além.

Não queremos mais perder tempo com coisas sem sentido. Vamos sempre em busca daquilo que nos somam, nos moldam e nos fazem ser adultos melhores. Sim, agora sim podemos dizer que a brincadeira acabou e somos adultos.

O mundo já abriu nossos olhos para muitos sonhos e idealizações que são lindos, mas bem diferentes de serem efetivos. Sabemos quem são nossos verdadeiros heróis, reconhecendo que não deve ser fácil ser um. Afinal, questionamos como nossos pais, quando muito mais novos que nós, conseguiam trabalhar e criar seus filhos com tão pouco, em todos os sentidos.

Percebemos que, como bem disse Raul Seixas, preferimos ser uma metamorfose ambulante. Porque é nessa fase da vida que já temos uma maturidade melhor para saber a diferença em se deixar levar pela cabeça dos outros e mudar de ideia após enxergarmos que é possível que estávamos errados.

Beirando os 30, posso dizer que ainda não consegui muitas das coisas que ainda sei que vou conquistar. E sim, minha vida está completamente daquela que projetei quando tinha 18 aninhos (ainda bem!).

Não sei, também, o que me espera lá na frente. Afinal, quem sabe? A vida é um vai e vem e o que ela sabe fazer de melhor é te desafiar e te surpreender, não é?!

Por mim, posso dizer que a menininha doce e tímida que já fui, deu lugar a uma mulher forte e decidida, mas que nem por isso deixa de tremer quando algo novo está para acontecer ou quando algo me aflige.

Estou muito feliz com o que me tornei hoje e espero que lá na frente, aos 40, 50, 60, esse sentimento só se intensifique! ❤️🙏

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