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Ares, sabores e cores de outono

19/03/2012

Começa o outono, estação que anuncia o frio de tremer os dentes e que nos prepara para o inverno. Confesso que o post era para ser uma poesia sobre isso. Arrisquei-me e produzi uma, mas não gostei e apaguei. Quem sabe a beleza da primavera ajuda numa próxima produção? E, além disso, vamos prosear, porque poesia é linda no visual e na entonação, mas a prosa sabe fazer isso muito bem usando a simplicidade das palavras sem a necessidade da rima, que é nível 3 em dificuldade (rimei!).

Pois voltando ao frio que logo bate à porta, quem me conhece sabe que não sou fã de temperaturas abaixo dos 22 graus. Meu desgosto por essa estação não é apenas pelo amontoado de roupa que, quanto mais você veste, mais você quer vestir (leia-se o você como ‘Aline’), mas também pela frieza que toma conta das pessoas (mais do que o normal). Preste atenção, as pessoas se fecham. Isso começa nas cores das roupas que ganham tons acinzentados e vai até às feições mais carrancudas (principalmente às sete da manhã).

E não para por aí. Aquele brilho do sol brinca de esconde-esconde e, ao contrário de nós que ganhamos peças e peças de roupas, as árvores ficam nuas e perdem aquele verdinho que só suas folhas têm. E as flores? Ah, essas ficam mais raras de perfumarem as ruas e os jardins.

Porém, como tudo tem um lado bom, tenho que dar o braço a torcer pelas coisas que só temos graças ao outono. A elegância invade as ruas, uma taça de vinho ganha um novo sabor, a cama convida, e o romantismo mostra ser amigo da estação. E quem não gosta desse aconchego que convida até os corações mais gelados?

Além disso, as folhas que caem simbolizam ciclos que fecham e o vento traz consigo novos ares, por isso esteja pronto recebê-los. Sim, acredito nisso de início, meio e fim. Nada é para sempre e tudo é passageiro. Tudo muda o tempo todo e essas mudanças não se limitam no sobe e desce das temperaturas. É hora de transição, de colocar pontos finais e iniciar novos parágrafos. Aproveite para deixar pra trás o que passou e estar aberto para coisas novas.

Por fim, espero que você tenha com quem se aquecer e compartilhar juntinho todo o charme e todas as delícias do outono. Abra-se para o novo, mas não se feche para o que é importante. Que o frio fique lá fora, mas dentro de você o calor sempre faça a sua morada. E, para sentir a brisa geladinha, fecho os olhos, mas deixe o coração aberto… bem aberto.

Lembre-se: ‘É justamente no outono que toda a natureza se desfaz de tudo aquilo que não lhe serve mais, de tudo aquilo que um dia já lhe deu vida, beleza, frutos e flores, mas que hoje não lhe são suficientes para continuar e que ficaram na memória como lembranças boas e algumas nem tão boas assim, para dar lugar ao novo, ao desconhecido, a uma nova vida na primavera.’ Ana Paula Lima

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