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Todo mundo tem uma história. Qual é a sua?

12/10/2015

logo2No dia 9 de novembro de 1987, nascia, literalmente roxa, uma menininha com quase 4 kg e os cabelos bem pretos e olhos bem escuros.

Foi um susto para os seus pais. Primeiro porque a garotinha nasceu passando da hora de nascer e segundo porque seus criadores esperavam um menino. Sabe como é, os exames para saber o sexo do bebê não eram tão bons naquela época.

Mas tudo bem, ao ver os dedos tortinhos, já na maternidade, sua mãe reconheceu a semelhança com os dedos do seu marido.

Passado o susto, a criança foi crescendo e já demonstrando ser inquieta. Tanto que entrou na escolinha com Nas reuniões  aninho e não quis mais sair. Nas reuniões escolares, seus pais sempre recebiam elogios, com uma ressalva: ‘o problema é que ela acaba toda a lição muito rápido e fica reclamando que não tem nada para fazer’. Pois é, hiperatividade, sabe?

Essa hiperatividade toda rendeu muitos roxos nas pernas. Talvez toda essa aceleração também justifique a magreza que a caracterizava. Na hora de comprar roupa, sua mãe sempre chorava. Se comprasse calça tamanho 16, que ficava bem nas pernas, caía e muito na cintura. Se levasse tamanho 12, ficava ótimo na cintura, mas bem curta nas pernconte-sua-histc3b3riaocas. E não teve vitamina ou Biotônico que solucionasse a odisseia. Chegou na adolescência magra, mas bem magra mesmo.

Aos 15 se apaixonou pela primeira vez e, talvez por ser pura e meiga demais, foi também a primeira vez que teve seu coração partido. Isso, aliás, mal sabia ela que aconteceria algumas outras vezes, mas nada que, com o tempo e a maturidade, a garota fosse percebendo que faz parte da vida.

Apesar de conhecer muita gente, sempre teve um jeitinho reservado de ser. Nunca gostou de ter sua vida particular invadida e odiava quem quisesse saber demais dos seus segredos. Sempre foi mais de observar a falar. E como observava. A tudo e a todos.

Tirava excelentes notas, mas odiava física e matemática. E essa não familiaridade para tais matérias já foram suficientes para ter a certeza que não seguiria a área de seu pai, que ficou bem decepcionado por não ter uma herdeira para seguir seus passos na área de engenharia química.

A curiosidade e o senso de duvidar do óbvio foram, somados ao gosto pela leitura e escrita, decisórios por seguir a carreira como jornalista. Estudou, passou no vestibular, se formou e, ao longo desse tempo, foi crescendo, levando tombos e amadurecendo.

Sempre foi sonhadora, mas com os pés no chão. Sabia o que queria e se esforçava para chegar lá. Nunca gostou de badalação. Agitação mesmo ficava com sua intensidade e seus complexos internos, que já eram um verdadeiro vulcão.

Música, literatura e cinema sempre fizeram parte da sua vida. Não porque demonstrava algum talento, mas sim porque cresceu ouvindo bons sons, lendo autores incríveis e vendo excelentes filmes.

A história dessa garotinha sempre provou que a vida é feita de altos e baixos. Emoções, sorrisos, paixões, crescimento e superação. Para ela, a vida, por mais que doida às vezes, é incrivelmente mágica e cheia de acontecimentos que dispensam explicações. Um dos seus lemas, aliás, é: ‘nada é por acaso’.

Hoje, posso afirmar, que essa garotinha não é mais a mesma. Os capítulos da sua história até aqui a fizeram uma mulher mais madura, forte, firme e decidida, mas que, nem por isso, a imunizaram de sentir medos, ter dúvidas e anseios. E por falar em ansiedade, algumas coisas não mudam e isso, infelizmente, ela tem que trabalhar a cada dia para contornar. Outra coisa que não mudou muito foi a hiperatividade e vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, de querer conquistar tudo e já.

everyone-has-a-story1Aquela garotinha de praticamente 28 anos atrás sou eu. E essa é apenas uma parte da minha história. É apenas um dos capítulos que já foram escritos. Muita coisa já foi contada, mas tem tantas outras a acontecer até o fim dessa aventura.

Porque todo mundo tem uma história. Histórias prendem a atenção, emocionam e aproximam as pessoas uma das outras. Todo mundo gosta de ouvir histórias de amor, de superação, de aventuras e dramas. Mais que isso, quem não curte contar uma boa história. Essa é a minha. Qual é a sua?

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