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É preciso olhar para o outro lado da janela

10/02/2016

Aposto que muita gente que acompanha o Blog sempre faz o mesmo caminho de volta para casa ou anda pelo mesmo lado da rua ao descer a avenida que dá no trabalho.

Impressionante como somos sistemáticos e acomodados a sempre seguir um roteiro pronto para realizar atividades tão bobas quanto atravessar a rua, não é?zona

Há um tempo analisei meu comportamento quanto a isso e enxerguei como eu era sistemática e metódica em muita coisa.

Sempre pedia o mesmo lanche no McDonald’s, sempre fazia o mesmo caminho para ir à academia e sempre ia ao mesmo restaurante japonês. E fazia sempre a mesmice não por medo do novo ou por não saber que havia mil e uma possibilidades além das que eu já conhecia, mas simplesmente pelo fato de já estar acostumada com aquelas minhas escolhas e que elas me satisfaziam. Ou seja, estava acomodada com as minhas opções.

Após refletir muito sobre essa atitude, desde o ano passado comecei a fazer muita coisa diferente.

Já experimentei quase todos os lanches além do número 1 que eu sempre comia e adorava, e pude comparar quais, realmente, são os mais saborosos para mim.mude-a-rotina-faa-coisas-diferentes-e-em-lugares-diferentes-

Passei a fazer caminhos distintos, mesmo que apenas atravessando para o lado oposto do que eu atravessava, mas que me possibilitou a visão de paisagens da quais eu não via porque estava “cega” com as que eu já conhecia.

Decidi conhecer diversos restaurantes diferentes para poder ter o critério, definitivamente, de quais fazem o melhor shimeji, mesmo que seja uma opinião apenas minha.1395831_731141036899333_1568456903_n

Comecei a ouvir músicas que eu não estava acostumada a ouvir e, ainda bem, consegui reforçar ainda mais meu gosto musical, mas confesso que minha audição passou a gostar de canções das quais eu jamais sabia que poderia admirar.

Escolhi não fazer sempre as mesmas coisas, ainda que sejam as pequenas e bobas. Com essa mudança, fui vendo como as pessoas ficam presas às mesmas situações, ações e visões, impossibilitando-as de viver, ver, ouvir, sentir e experimentar o novo.

Talvez seja pela tão conhecida zona de conforto, mas nós, em muitas vezes, não nos permitimos às novidades e ficamos fadados a sempre olhar para o mesmo lado da janela.

Abra sua mente. Mude suas escolhas. Atravesse uma rua antes daquela que já está acostumado. Sente-se em outro banco no ônibus. Compre pão em outra padaria. Mude de canal. Você vai ver como o mundo é muito mais além do qual você tinha para si e, principalmente, poderá reforçar suas opiniões e ideias quanto a muita coisa. Ou, o que não é de todo ruim, mudá-las completamente. Olhe para o outro lado da janela. Você pode se surpreender.

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